
“Dar Sangue é Dar Vida“. Muitos heróis anónimos salvam vidas dando algo de que não necessitam e sem o qual outras pessoas não poderão viver: algum do seu sangue. Quais as etapas necessárias para o potencial dador fazer a sua doação, e como se faz a recolha do sangue? Para isto, o dador deve passar por algumas pequenas etapas e exames necessários, para garantir a segurança de quem vai receber a sua dádiva, e para a sua própria segurança também.
1. Inquérito a hábitos e saúde. O inquérito inicial tem como objectivo encontrar possíveis riscos de saúde que desaconselhem a doação.
2. Inscrição do dador. O dador é registado na base de dados, caso ainda não o esteja. Deve apresentar o seu bilhete de identidade e o cartão de dador, se o tiver.
3. Consulta médica. Os dados do dador são verificados por um médico, incluindo a tensão arterial e os níveis de hemoglobina. Se os níveis destas forem muitos baixos, não se procede à recolha do sangue para segurança do próprio dador.
4. Recolha do sangue. Um técnico qualificado faz a recolha, usando uma agulha nova e esterilizada. A colheita dura uns 10 minutos, durante os quais são extraídos cerca de 450 mililitros de sangue para um saco especial. Uma pequena parte será usada para análise.
É aconselhado ao dador beber muita água ou sumos, nas 12 horas seguintes à recolha do sangue, evitar ingerir álcool, e não fazer esforços com o braço a partir do qual foi feita a recolha.
O sangue extraído é analisado para despiste de doenças transmissíveis, como sífilis, hepatite, leucemia, VIH/Sida, e outras. Em Portugal são feitos os testes mais eficazes para detectar microrganismos. Apenas o sangue que recebe o selo de qualidade é aproveitado. Caso não possa ser usado, é inutilizado, e o dador é avisado.
Os componentes são separados para melhor conservação e aproveitamento, porque nem todos os pacientes necessitam de todos os elementos. Assim separam-se glóbulos vermelhos, plaquetas, e plasma.
Na altura de administrar o sangue recolhido a um paciente, são feitas provas de compatibilidade. Nem todos os tipos de sangue são compatíveis. Em intervenções programadas pode fazer-se a transfusão autóloga ou auto transfusão, em que é usado o sangue do próprio doente, recolhido dias antes.
fonte: Revista Teste Saúde nº74 (Agosto/Setembro 2008)
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